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Dados biográficos do Conjunto de Guitarras Sete Colinas     

Após anos de individualmente aperfeiçoarem as suas habilidades musicais, Hélder Carvalheira, Manuel Escobar e João Cardadeiro, juntaram-se, e em conjunto fizeram música nos princípios de 2003.  Depois de fazerem alguns ensaios, o novo Conjunto de Guitarras Sete Colinas acompanhou os fadistas Max Gráçio e Sandra Pacheco na sua primeira noite de fados ocorrida a 14 de Março de 2003. 

Muitas mais noites de fados se seguiram, e os guitarristas continuam a refinar as suas abilidades musicais e apresentação num palco, tal como o fazem presentemente com fadistas de Lisboa e do Norte de America.

Em paralelo com as suas actuações “ao vivo”, Helder, Manuel e João participaram como o principal conjunto de guitarras na estreia dos CD’s lançados pelos fadistas Isalino dos Santos, Jesualda Azevedo, Max Gracio e Zé Duarte.

Após terem completado estes projectos musicais, iniciaram imediatamente a gravação do seu CD “Noites Nas Sete Colinas”, uma colecção de guitarradas de fado baseadas no fado tradicional e nas guitarradas tradicionais pelos artistas mestres deste género ou forma de arte original.  Não foi simplesmente regravar trabalhos previamente lançados no mercado, porque o baixista João Cardadeiro liderou o trio com novos arranjos e compilações que gracejam este CD.  O ambiente relaxado proveniente do estúdio de gravações de Helder Carvalheira, denominado “Meia Noite”, contribuiu para que os artistas conseguissem tirar de si o maior sentimento das suas interpertações, as quais foram fielmente registadas na gravação das doze faixas.  

O ano 2009 encontrou o Conjunto de Guitarras Sete Colinas mais uma vez nos estúdios “Meia Noite”, realizando e concluindo o seu segundo disco compacto subordinado ao tema "Ao Luar".   Mantendo ainda o clássico som associado com uma guitarrada, e que préviamente foi adoptado no seu primeiro trabalho discografico, "Ao Luar" expande ainda mais nessa qualidade sonora através de novos e inovativos arranjos musicais, distinguindo os três guitarristas e os seus instrumentos, assim expondo a profundeza dos seus conhecimentos musicais, adquiridos ao longo de muitos anos de actividade artistica.  Sete Colinas inclue também no seu reportório novas instrumentações em diversas faixas, incluindo o piano, flauta, acordeão e percussão.  Finalmente, o grupo presta homenagem a música tradicional dos arquipélagos dos Açores e da Madeira, com novos arranjos, acentuando profundamente e fielmente a música tradicional dessas regiões.

Porém, não é simplesmente o amor ao fado que continua a manter estes três artistas unidos.  É que eles conseguiram criar uma amizade baseada no respeito mútuo, amizade que é transmitida em cada interpretação e na própria gravação.  Sabemos que a música é a expressão que vai na alma do artista, e o Fado é certamente a mais profunda expressão para um artista Português.  Quando é genuino e verdadeiro, o sentimento do fado é profundo e consequentemente fácil de transmitir ao ouvinte, não interessa o idioma ou a nacionalidade.

 

 

Helder Carvalheira    

Helder Carvalheira toca música deste os quatro anos de idade, quando se auto ensinou a tocar o acordeão para entreter a família e amigos.  Quando tinha nove anos, principiou a tocar o trombone, e quando tinha onze anos já tocava música Jazz no trombone participando em concursos envolvendo grandes bandas desse género musical, e nos quais conseguiu prémios de solista desse instrumento com menos de catorze anos.  

Foi nessa altura que construíu o seu “kit” de bateria, utilizando latas de café e caixotes, tocando inicialmente Jazz, seguido de Rock e Pop.  Passou um ano, e o Helder principiou a tocar em bandas ou conjuntos de Jazz, Rock e finalmente conjuntos de dança Portuguesas.  Quando tinha quinze anos, aprendeu a tocar o baixo eléctrico, mais uma vêz participando em competição com outros conjuntos de Jazz antes de se aventurar a novos  estilos musicais.  Aos dezasseis anos, o Helder já tocava regularmente em conjuntos musicais comprindo contractos.   Pouco tempo depois, gravava as suas primeiras faixas como bateria e trombone de estúdio, e quando completou os dezoito anos, colaborou como músico em quatro álbuns e “jingles” comerciais. 

Helder tinha aquela força de vontade e até podemos aqui dizer, necessidade de expandir os seus conhecimentos musicais, e foi então que aprendeu a tocar a guitarra eléctrica e o piano.  No princípio dos seus anos vinte, o Helder tocava simultaneamente em vários conjuntos, tocando vários instrumentos, em adição aos seus trabalhos e responsabilidades de estúdio.

Depois de terem passados alguns anos trabalhando no estúdio e correspondentes gravações, o Helder deu início á sua carreira de productor discográfico.  Em 1985 produziu as composições “Porque Sorrimos” e  “Vida Portuguesa” em disco com a participação de Luís Sousa.  As composições foram também coadjuvadas pelo seu irmão Alcino e gravações alcançaram grande êxito no mercado Português nos Estados Unidos e deve-se ao Helder o criar e formalizar uma linha de produção discográfica profissional a qual foi adoptada por outros nas gravações da música Pop Portuguesa que seguiram.  

 

Entretanto, o Helder continuava trabalhando nos palcos, eventualmente como membro do conjunto “Nóva Era” como musico de teclados e guitarra eléctrica.  Foi nesse conjunto que pela primeira vêz trabalhou com João Cardadeiro.  Finalmente formou o conjunto “Meia Noite”, conjunto que foi considerado o mais popular no mercado Português daquela epoca.  Tocou também o baixo eléctrico no grupo “Amigos da Horta” com José Elmiro Nunes, como principal cartaz em 1988 na “Semana do Mar”, festa que anualmente se realiza na cidade da Horta, ilha do Faial, Açores.  

 

Em 1992, fêz parte dos estúdios Montage como produtor e engenheiro, trabalhando com diversos estilos de música, incluindo Rock, R&B, Metal, Country e Musica Portuguesa.  Após ter trabalhado em conjuntos e gravações durante quinze anos, a tempo inteiro, o Helder decidiu por dois anos afastar-se da música e refocar as suas energias nos seus interesses, enfim, na sua vida.  Tempos depois voltou ao territorio musical, muito familiar para ele, o adorado Jazz, produzindo então uma colecção nos estilos musicais “New Age” e “Jazz” a que deu o nome de “Past Midnight”.  

 

Em 1996 o Helder, quando se encontrava na capital de Portugal, cidade de Lisboa e na casa de fados Parreirinha de Alfama, teve a sua primeira dose da chamada canção nacional por excelência, e ficou imediatamente encantado, porém, notou que a guitarra Portuguesa parecia ser o instrumento mais difícil de tocar que jamais encontrara.   Contudo, dois anos depois, conseguiu adquirir a sua primeira guitarra Portuguêsa, mas não foi até ao ano 2000 que seriamente dedicou todo o seu talento, energia e força de vencer a guitarra Portuguesa e a essa música melodiosa e mística, o nosso Fado.   Depois, nos princípios de 2001, estreou-se no palco com o seu novo instrumento, com outros músicos e fadistas, finalmente juntando-se com o violista Manuel Escobar e o viola-baixo João Cardadeiro, e hoje aqui estamos . . . 

 

Ao tocar o fado com a guitarra Portuguesa, o Helder finalmente encontrou o instrumento que expõe ao público as profundezas da sua alma através da música.

 

 

  

 

 

 

 

João Cardadeiro    

Joao Cardadeiro nasceu em Portugal e emigrou com a sua mãe e irmã para os Estados Unidos em 1956, trazendo consigo o amor às coisas Portuguesas, especialmente à sua música.   Durante a sua estadía na marinha de guerra do país que o adoptou, onde desempenhou as funções de “Radioman” no porta-aviões USS Bon Homme Richard (CVA31), e quando o mesmo se encontrava em doca sêca em reparações e renovações na cidade Californiana de Long Beach, fêz parte d’um trio de musica Rock denominado “The Outcasts”.    

Quando terminou o serviço militar, foi convidado em 1967 a fazer parte da Orquestra Lisboa sob a direcção de Américo Carlos.   Meses depois recebía o convite para fazer parte do famoso “Conjunto Ibérico” com o conhecido fadista/cançonetista Henrique Cordeiro.   

Fêz parte ou colaborou com outros conjuntos Portugueses durante aproximadamente trinta anos, incluindo Os Cariocas, Os Latinos, Latin Exchange, Estrelas de Portugal, Nova Era, Azes do Rítmo e os Cinco de Portugal.

No ramo fadista, tocou com o saudoso e famoso Aniceto Batista, Jorge Rocha, Leonel Medeiros, Viriato Ferreira, Jose Elmiro Nunes, Alcindo Bettencourt, Manuel Escobar e Manuel Mendes.  O João, e o seu amor e respeito à pureza das músicas de Portugal, tem feito e continua a fazer arranjos musicais sempre fiel às intensões musicais dos seus autores.  É músico, tocando guitarra eléctrica e acústica, e baixo eléctrico e acústico.

Também, durante mais de trinta anos, e em diversas localidas do estado da Califórnia, mais própriamente na area da Baia de San Francisco e Vale de S. Joaquim, o João foi productor e director de programas de rádio no idioma Português, dirigindo os programas “Aquí é Portugal”, “Vóz de Portugal” e “Rádio Clube Português”.   Presentemente, dedica-se ao Fado e ao Folclore de Portugal.  No folclore, foi director musical do Rancho Folclórico “Á Portuguesa” e é presentemente director musical e do conjunto privativo do Grupo Folclórico "Alma Ribatejana", grupo composto de dez músicos e dezoito dançarinos.  

O João é feliz porque além do amor á sua esposa e filhos, agora mais do que nunca, encontra-se realizado através do Fado e do Folclore.

 

  

 

 

 

 

Manuel Escobar    

Manuel Escobar, quando tinha apenas oito anos de idade, principiou a tocar violino na sua terra natal, freguesia do Salão, ilha do Faial, Açores.   O seu gosto pela música já era evidente, pois ele próprio é que se auto-ensinou a tocar esse instrumento.  As suas habilidades musicais evoluiram quando, aos nove anos, começou a tocar para ranchos, rapidamente conseguir ser o mais jovem violinista de todos os ranchos na ilha do Faial.

O Manuel continou a tocar e aperfeiçoar a sua competência de violinista durante a sua juventude, e, quando tinha vinte anos, altura em que prestou servico militar, obteve a sua primeira viola.  Também foi o seu próprio professor na aprendizagem deste instrumento, inicialmente tocando só para o seu próprio prazer e poucos meses depois, tocava já para os seus colegas magalas nas horas livres.  Depois de completar o servico militar, o Manuel decidiu permanentemente dedicar-se só á viola, e foi então que mais uma vez se juntou aos ranchos, mas desta vez como violista.   Os seus horizontes musicais expandiram quando principiou a participar em ranchos de Natal e depois como membro activo do Grupo Folclórico do Salão, A Capela do Salão e Teatros do Salão.  Agora o Manuel era já muito conhecido na sua terra pelo seu contributo ao folclore e música tradicional, e o seu nome era sinónimo com os melhores grupos da ilha neste género de música.

Quando tinha trinta anos, imigrou para os Estados Unidos, e depois de criar alicerces nesta nova nação, para sí e para a sua familia, voltou a integrar-se na cena musical participando em danças de carnaval e teatros, aos quais se dedicou e continuou por muitos anos.   Dotado de uma magnifica personalidade, um verdadeiro amigo dos amigos, e uma constante dedicação no esforço de melhorar os seus conhecimentos musicais, trouxe para o Manuel a admiração e o respeito da comunidade musical.

Depois surgiu o seu amor pelo Fado.  Isto aconteceu em 1991.  Inicialmente, esse interesse pelo fado começava-se a desenrolar ao ouvir a nossa chamada canção nacional ouvindo o fado através de gravações, rádio, etc…..  A seguir, aos poucos e poucos, começou a tocar a sua viola, acompanhando fados que ouvia desses discos.  Também, assistia, quando podia, a noites de fado que regularmente se realizam através do estado da California, entretanto, e de vez em quando, tocava fados com os amigos durante a década de 90, mas nada mais aconteceu até que em 2000 se juntou ao seu amigo, o guitarrista Alcindo Bettenourt.  Foi então que decidiu focar e levar todas as sua energias e entusiasmo unicamente p’ro Fado.   As suas primeiras pisadas nos palcos, agora como violista acompanhante do fado, foram para participar em noites de fado com velhas amizades tais como a fadista Jesualda Azevedo, Isalino dos Santos e Leonesa Silva.

Após um curto periodo de aproximadamente seis meses, como violista de fado em várias apresentações públicas, o Manuel convidou o João Cardadeiro para auxiliar  e assim aumentar o duo para um trio, agora completo com um viola-baixo, e o João nunca mais os deixou!!  O trio, por vezes aumentado pelo conhecido guitarrista Leonel Medeiros, acompanhou, entre outros, a famosa fadista Joana Amendoeira e Aurélio de Oliveira.   Eram os três os artistas escolhidos  para actuarem nas noites de fado do restaurante La Salette em Sonoma, California.

Em 2002, o Manuel, voltou á sua ilha do Faial, triunfante, participando agora no festival anual da Semana do Mar, e numa grande noite de fados, onde tocou viola ao lado de nomes famosos ligados ao fado, Pedro Amendoeira, Carlos Manuel Proença, estes dois exímios violistas, e Paul Paz, contrabaixista.   Com eles o Manuel mais uma vez acompanhou a fadista Joana Amendoeira. 

Em 2003, o Manuel e o João convidaram o Helder Carvalheira para com eles se juntar em varios ensaios, e, pronto, aqui estamos hoje, os três . . .

 

  

 

 

 

 

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